Alckmin, a vez e a voz de São Paulo


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Alfredo Palermo Após dois meses de expectativa, o PSDB apresentou na última terça-feira o seu candidato às eleições presidenciais do dia 1.º de outubro: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Trata-se de um acontecimento dos mais relevantes na vida política e social do Brasil, pois a Nação vai poder decidir, de maneira eloqüente, as suas esperanças e suas aspirações em poder viver numa democracia moderna, onde a paz social, as liberdades civis, a moralidade pública e o direito sejam motivos de real bem-estar do povo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estrela maior do Partido dos Trabalhadores, já entrou em campanha pela sua reeleição. Aliás, antes do fim do ano passado, Lula já se preparava para tomar iniciativas eleitoreiras, visando à futura campanha: deixou de assinar o ‘Orçamento da República’, com o claro objetivo de usar com liberdade os recursos públicos do Tesouro. Líder do Partido dos Trabalhadores, no entanto, não tomou as medidas necessárias para punir seus correligionários que através do ‘mensalão’ corromperam a representação política da Câmara Federal. Mantém sob ameaça a paz social com o abandono da reforma agrária, pelo abandono do ambiente florestal e dos índios, pela deficiência na manutenção da segurança pública, por ignorar as críticas na defesa da saúde e outros inúmeros casos. Em suma, Lula faz constantes discursos procurando elogiar seu governo e atacar o anterior. Por outro lado, Geraldo Alckmin assumiu o governo de São Paulo, após a morte de Mário Covas, reelegeu-se e vem realizando uma das mais importantes obras administrativas deste Estado, sob todos os aspectos: o social, o econômico, o educacional, a segurança, a defesa do meio ambiente, a área fiscal, o metrô e sua implementação e muitos serviços que durante a campanha serão proclamados como forma de apoio ao candidato. E, ‘last but not least’, há que se levar em conta o currículo político e administrativo de Alckmin: 1972, eleito vereador em Pindamonhangaba; 1976, eleito prefeito, cargo ocupado por seis anos; 1982, eleito deputado estadual; 1986, eleito deputado federal; 1990, reeleito deputado federal ; 1994, vice-governador do Estado; 2001, assume o governo do Estado pela morte de Mário Covas; 2002, é eleito governador de São Paulo; 2005, lança-se candidato à Presidência da República. Em pesquisa de opinião no Estado, Alckmin teve avaliação positiva de 65 %. Haverá currículo mais sedutor para o País? A escolha de Alckmin não alegra apenas os eleitores do PSDB, mas certamente o eleitorado de todo o Brasil, pois os cidadãos das 28 unidades da Federação terão elementos para escolher o nome que, pela sua personalidade integral, é uma garantia de desenvolvimento e progresso, trabalho e emprego, riquezas e paz para a Nação. ALFREDO PALERMO é professor, advogado, historiador, jornalista e escritor membro da Academia Ribeirão-Pretana de Letras e da Academia Francana de Letras. Colabora com o jornal Comércio da Franca há mais de 60 anos.

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