Antes da coletiva de ontem, o prefeito Sidnei Rocha com certeza teve uma “aulinha” com os técnicos da Secretaria de Serviços e Meio-Ambiente de Franca. Com a ajuda de slides, Sidnei apresentou detalhadamente à imprensa uma operação anti-voçoroca que a prefeitura já inicou e deve atingir, no total, 25 pontos da cidade. A secretária de Serviços e Meio Ambiente, Valéria Marson, compôs a mesa e aprovou as palavras do prefeito.
O primeiro passo da operação é evitar que a erosão nos buracões se agrave. Para isso, a prefeitura construirá dispositivos chamados terminais dissipadores. Sidnei explicou minuciosamente como funcionam esses equipamentos. Trata-se de uma espécie de “caixa grande” que recebe água proveniente de galerias pluviais e diminui a força com que ela atinge a terra.
Amortecida, a água escorre por uma “estrutura de pedras” construída na base do terminal e corre normalmente sobre o solo.
Sem esses terminais, ela atinge a terra diretamente e incrementa a formação dos buracos.
Depois da solução dada à origem das voçorocas, resta tapá-las. “Vamos criar no mínimo quatro pontos na cidade que servirão de aterro”, disse o prefeito. A idéia é fazer com que entulhos e outras espécies de materiais sejam usados para preencher os buracos. Segundo Sidnei, quem coordenará essa parte do processo será a Colifran. “A prefeitura já autorizou. Depois, fica faltando a licença ambiental e a autorização do dono do local onde fica a voçoroca para que possa ser instalado o aterro”.
Anteontem a prefeitura terminou as obras na voçoroca do Jardim Petráglia. Sem tapar o buraco. O prefeito assegurou que, com as providências tomadas, a evolução da erosão está contida. A obra teve custo aproximado de R$ 20 mil. Com esse valor apontado como “mais ou menos”, o custo total das 25 obras será de R$ 500 mil. O próximo buracão a ser atacado será o situado na divisa entre o Parque do Horto e a Vila Santa Terezinha. A pergunta não respondida é de onde a prefeitura tirará esses recursos.
VELHOS MOTIVOS
Na entrevista de ontem, Sidnei lembrou um engenheiro ambiental e se aventurou até mesmo a explicar a razão pela qual as voçorocas são tão comuns em Franca. “O solo da cidade não tem consistência e existem locais em que as galerias não foram feitas corretamente”, disse o prefeito.
Um relatório do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) de São Paulo sobre Franca ratifica parte das palavras do prefeito. O texto diz que o solo do município não possui “forte adensamento” e por isso é propício a erosões. O mesmo relatório aponta o crescimento acelerado da cidade nos últimos anos como aliado desse fator.
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