Desde que assumiu a Secretaria de Saúde, o médico Eduardo Sandoval foi uma figura apagada na administração tucana em Franca. Não aparecia em público e, quando o fazia, pouco era notado. Em conflitos envolvendo servidores e usuários do sistema municipal de saúde, o secretário também não atuava, deixando que subordinados mediassem os conflitos.
Em 28 de dezembro do ano passado, durante a inauguração da Casa das Vacinas, Sidnei Franco da Rocha disse que Sandoval era “incaível”, deixando claro que o secretário não sairia do governo, a não ser que quisesse.
Na época, era latente o duelo de poderes entre Eduardo Sandoval e David Batista Neto, figura constante a gravitar em torno de Sidnei Rocha, a quem o prefeito geralmente consultava em diversos assuntos administrativos, preterindo a opinião do secretário.
Sidnei Rocha negou que o mantivesse no cargo apenas para atender a compromissos de campanha, assumidos com a classe médica.
Na coletiva de imprensa de ontem, ao lado de Alexandre Ferreira, o prefeito disse que o ex-secretário desempenhou um importante papel à frente da Secretaria de Saúde, alvo preferencial das críticas da imprensa e da oposição. A atuação acanhada do secretário é, na opinião do chefe do Executivo, algo conceitual. “Dizer que ele (Sandoval) foi tímido é uma opinião sua”, disse, quando questionado pela reportagem.
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