Donos de lan houses protestam


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O projeto de lei de autoria do presidente da Câmara dos Vereadores, Marcelo Mambrini (PMN), que pretende proibir a entrada de garotos com idade inferior a 12 anos em lan houses, será votado na sessão da próxima terça-feira. Para pôr em prática seu projeto, Mambrini alega que esses estabelecimentos permitem o acesso de crianças a jogos violentos e a qualquer tipo de site. E há rumores de que a idade pode ser estendida para menores de 16 anos. Ontem, uma audiência pública realizada na Câmara de Franca discutiu o assunto. Apenas quatro vereadores -Gilson Pelizaro (PT), Maurício Chinaglia (PSB), Silas Cuba (PT) e Zezinho Cabeleireiro (PTB) - compareceram. O juiz da Vara e da Infância e Juventude, José Rodrigues Arimatéa, o promotor Augusto Soares Arruda e o presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, Roberto Rocha, também estiveram presentes. Entre as 40 pessoas que foram à Câmara, vários eram proprietários de lan houses. E eles protestaram: “A realidade de nossos estabelecimentos é completamente distinta do que o vereador argumenta”, disse a empresária Juliana Alves Carrijo. “Não permitimos nenhum tipo de consumo de bebida alcoólica e de cigarro”. Antônio David Filho ressaltou que as casas seguem as normas de uma lei estadual, em vigor desde fevereiro. “O problema é que muita gente abre casa clandestina e não há qualquer tipo de fiscalização, por isso se cria o impasse”. Já Roni Júnior de Castro ressaltou que não há como limitar os jogos eletrônicos, caso contrário, perde a freguesia. “Além disso, muitos que procuram as lan houses não têm computador em casa”, disse.

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