Instalado na Avenida Doutor Flávio Rocha, o Parque de Exposições “Fernando Costa” é o único de Franca. Criado em 1943, levou dez anos para ficar pronto e foi inaugurado na gestão do prefeito Ismael Alonso Y Alonso, em junho de 1953. Aberto há mais de meio século, o local está com os prédios velhos e sobrevive sem reformas, apenas com reparos emergenciais. Cinco funcionários se desdobram para cuidar de uma área de 6 alqueires (aproximadamente 150 mil metros quadrados). Sem opções, a população faz uso do parque, apesar da falta de conservação do recinto, da limitação no horário de funcionamento (das 7 às 20 horas) e da ausência de qualquer atividade extra. A área é usada principalmente para caminhadas e passeios pelos cerca de 300 visitantes diários. “Precisamos de uma reforma geral para trocar as grades das baias que estão deterioradas; os telhados e madeiramentos ainda são os da fundação e estão muito velhos.
Dependemos de reformas e mão-de-obra para otimizar o uso do espaço para lazer. A expectativa é conseguir novos funcionários para o parque com a realização do concurso neste ano”, reconhece Heitor Lima, diretor da Divisão de Agronegócios da prefeitura.
A construção do local teve como finalidade a divulgação da agropecuária da região, mas há pelo menos dez anos passou a funcionar como área de lazer também. Atualmente é usado para caminhadas, visitação aos cavalos da Sociedade Hípica e Clube Hípico de Franca. O projeto Café com Música, voltado para a terceira idade, realiza no local encontros quinzenais aos domingos; abriga a horta-modelo que pode ser visitada por alunos para conhecerem a parte teórica e prática da produção de cenouras, couve, vagem, pepino, tomate e outros. Além de ser sede de eventos agropecuários (feiras, leilões, palestras e competições) e das tradicionais Festa da Integração e Expoagro.
PROPOSTAS
Idéias de melhorias do espaço estão sendo colocadas em prática. Há um mês começou a funcionar a Feira do Produtor e do Artesanato. A entrada é gratuita e, aos sábados, os consumidores podem comprar hortifrutis por preços 20% mais baratos do que os praticados por supermercados e varejões da cidade. Além das frutas e verduras, são vendidos doces, pães, frangos, pastéis, pamonhas e até comida chinesa.
Esse projeto deverá ser ampliado nos próximos meses. Segundo Heitor, serão colocados pôneis e charretes para passeios no parque e instalado um circo para encontros com contadores de histórias infantis. O “Fernando Costa” ainda terá um parque infantil com gangorras, balanços e túnel feitos de madeira. Esses projetos ainda estão no papel. Aos interessados, resta torcer para que sejam colocados em prática e a cidade tenha mais opções de lazer.
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