Voçoroca ameaça casas na Vila Formosa


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Imagem aérea da área existente na Vila Formosa e que está prejudicada em razão de uma voçoroca: casas próximas são afetadas pelo problema
Imagem aérea da área existente na Vila Formosa e que está prejudicada em razão de uma voçoroca: casas próximas são afetadas pelo problema
Arnon Gomes da Redação Franca, 20 de fevereiro, 13h30. Uma nuvem negra se forma na cidade. Em seguida cai um temporal, que traz consigo até de granizo. Na Rua Boa Vista, na Vila Formosa, o susto de uma família residente em uma casa localizada atrás de uma voçoroca. Com a tempestade, o muro de arrimo foi abaixo e parte do quintal, todo de terra, cedeu. Quase um mês depois e após ter recebido visitas de técnicos da prefeitura, a família aguarda uma solução. O receio é de que uma nova chuva forte traga danos ainda maiores ao local. A dona de casa Maria Helena Blanco Lucas, 39, explica que, naquela tarde, a destruição só não foi pior devido às moitas de bambu, plantadas logo atrás da moradia. Por conta do problema, Maria Helena proibiu seus dois filhos, todos ainda crianças, de brincarem no quintal. “Ou seja, temos área de risco onde justamente moramos”, diz a dona de casa, inconformada. “Precisamos de uma solução urgente, pois sempre que chove temos prejuízos”. E o problema na casa vai além do quintal. Na área de serviço e nas sacadas do imóvel há aberturas e rachaduras nas paredes. Conseqüentemente, outra cena se repete em dias de dilúvio: goteiras por quase todos os cantos. Maria de Fátima Horácio, 52, funcionária de uma fábrica de calçados, destaca que o primeiro pedido de vistoria feito pelos moradores ao poder público, alertando sobre o risco existente na área, ocorreu em 2001. Na ocasião, a então Secretaria de Infra-Estrutura e Meio Ambiente informou, em documento, que aguardava a obtenção de recursos junto aos governos federal e estadual para solucionar o problema. “Cinco anos se passaram e não vimos qualquer tipo de avanço”, diz Maria de Fátima. MUDANÇA Não é só a família de Maria Helena que passa por esse dilema. Pelo menos outras cinco casas da Rua Boa Vista estão ameaçadas pela erosão da voçoroca, localizada atrás da sede do CSU (Centro Social Urbano), onde serão construídas duas delegacias. Maria Helena não fala, por enquanto, em se mudar. Mas nem todos pensam dessa forma. Uma moradora de 57 anos, que prefere não revelar seu nome, mora na Rua Boa Vista há 40 anos. Por causa dos riscos na moradia, colocou sua casa à venda. “Está difícil viver nessa situação, qualquer dia a chuva vai ‘arrastar’ minha casa”, disse a vizinha.

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