Edson Arantes
da Redação
Alguém se lembra de quando ocorreu o último assassinato em Franca? É preciso recorrer aos arquivos para responder essa pergunta. Depois de registrar sucessivos aumentos desse tipo de crime, o que provocou críticas públicas do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à polícia local no ano passado, a cidade vive dias de calmaria e não registra homicídios há mais de dois meses. Para ser preciso, há 65 dias.
O último assassinato foi registrado na manhã do dia 10 de janeiro, na esquina das Ruas Santa Catarina e Maranhão, Jardim Seminário. Na oportunidade, o mecânico Sidney Ricardo da Silva, 41, levou cinco tiros e morreu na hora. No mesmo dia, um adolescente de 16 anos foi preso e confessou a autoria dos disparos. Além deste caso, ocorreu apenas mais um homicídio em 2006 na cidade, exatamente no dia 1º de janeiro, quando Aparecida Ferreira Rodrigues, 35, a “viúva-negra”, matou com golpes de machado o próprio marido, Carlúcio Dias de Almeida, 47. Ela continua presa.
Comparando-se com 2005, os números deste ano são extremamente positivos e apresentam uma queda significativa. Até o dia 16 de março do ano passado, 11 pessoas já haviam sido assassinadas em Franca, sendo seis apenas no mês de janeiro.
Os dados são recebidos com alívio por parte da polícia local, a qual teve que conviver com uma explosão da violência nos últimos dois anos. Segundo o delegado Daniel Paulo Radaelli, chefe do Setor de Inteligência da Polícia Civil, o homicídio é um crime de difícil prevenção, pois está diretamente relacionado a uma série de fatores sociais. Assim, as razões para aumento ou redução no número de casos são variadas. “A verdade é que os primeiros meses do ano passado foram atípicos, o que refletiu negativamente em nossas estatísticas. Acredito que as operações realizadas pelas Polícias Civil e Militar, as apreensões de armas e, sobretudo, as prisões de criminosos perigosos efetuadas este ano tenham contribuído para a redução dos homicídios na cidade”.
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