Servidores recusam proposta da prefeitura e falam em greve


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Apesar do pequeno número de participantes, cerca de 35 ao todo, os servidores rejeitaram a proposta de acordo salarial da prefeitura em assembléia realizada ontem. Por unanimidade, os funcionários públicos não aceitaram o reajuste de 4% nos salários e nem o aumento no abono escolar de R$ 117 para R$ 123. Sem data para uma nova reunião e sem espaço para negociar, o sindicato da categoria tentará sensibilizar o poder público através dos vereadores em uma manifestação agendada para a terça-feira, dia de reunião ordinária na Câmara. O presidente do sindicato da categoria, José Nhozinho Sales Ramos, o Paraná, considerou a contraproposta da prefeitura “uma vergonha”. Segundo ele, o documento entregue à diretoria só contemplava o acordo em dois itens, e no que dizia respeito à reposição de perdas salariais, o item foi desconsiderado. “A única proposta foi a de reajustar o salário do servidor em 4%. Nós temos mais 11,68% de perda salarial que ele não quer discutir, está sempre jogando para o ano seguinte. Então não dá. Não vamos aceitar”, disse. Segundo o sindicalista, a entidade realizou um estudo de impacto do reajuste nos cofres públicos e a reposição salarial foi considerada adequada. “Ela (prefeitura) tem condições hoje de reajustar o salário do servidor tranqüilamente em 16%. Nós vamos agora partir para o enfrentamento”, afirmou. De acordo com José Nhozinho, a manifestação de terça-feira é apenas o começo. “Para não propor uma greve de imediato, a gente propôs essa manifestação. Lá nós vamos tirar as conclusões, mas uma greve não está descartada”.

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