A intenção de Sidnei Rocha (PSDB) de manter o atendimento de especialidades a pacientes da região no Núcleo de Gestão Assistencial (NGA), mesmo depois da suspensão da liminar que o obrigava a fazê-lo, foi aprovada pelos prefeitos da região. A opinião geral é de que a atitude comprova que nada pode ser resolvido de maneira “drástica”, como anteriormente havia sido feito.
Mauro Barcellos (PT), prefeito de Patrocínio Paulista, disse que “medidas drásticas não resolvem nada”. Para ele, com a manutenção do atendimento, os prefeitos poderão chegar a um consenso de maneira tranqüila. “A decisão apressada de não mais receber pacientes da região só prejudica a população, o que não deve ocorrer”. Barcellos acredita na negociação como caminho para resolver o problema.
Quem aponta “negociação” e “mudanças gradativas” como caminho certo é o prefeito de Ribeirão Corrente, Airton Montanher (PSDB). Ele acha que receber pessoas da região é, inclusive, a decisão mais humana. “Mesmo com a derrubada da liminar, atendê-las indica respeito à dignidade humana. Se mudanças precisam ser feitas, devem ocorrer de forma gradual. O errado está em interromper o atendimento, menosprezando a população”.
“Uma questão de necessidade”. Assim classificou o fato do NGA continuar atendendo à região o prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço (PMDB). Ele disse que, sem Franca, as cidades vizinhas ficam sem alternativa. “Ficamos reféns, já que nenhuma cidade da região pode substituir o atendimento prestado em Franca”, afirmou.
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