Burocracia veta viagem do tae kwon do


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O taekwondista ‘Dinho’ chuta tão rápido que na imagem acima se assemelha a um espectro: atleta não irá ao Rio de Janeiro para disputar o IX Open Cidade Maravilhosa
O taekwondista ‘Dinho’ chuta tão rápido que na imagem acima se assemelha a um espectro: atleta não irá ao Rio de Janeiro para disputar o IX Open Cidade Maravilhosa
Marcos Junqueira Editor-assistente de Esporte O IX Open Cidade Maravilhosa de Tae Kwon Do, a ser realizado de hoje a domingo, no Rio de Janeiro, não contará com a participação de lutadores de Franca. Embora a competição tenha sido abordada com grande expectativa por parte da imprensa e dos esportistas da cidade, a burocracia da Prefeitura de Franca para liberação de recursos para custear a delegação vetou a presença dos atletas locais. Segundo a chefe da Divisão de Esportes, Marysol Gaudenzi, houve atraso dos taekwondistas na entrega da documentação necessária para que a Secretaria de Finanças e Gestão Orçamentária analisasse o empenho e liberasse o dinheiro. “É um processo burocrático. Eu faço o empenho e mando para a Secretaria de Educação. De lá, o processo chega no setor de finanças e tem de cumprir todo o caminho de volta. Lamento, mas não há mais o que fazer”, concluiu Gaudenzi. A delegação de Franca gastaria R$ 2 mil entre inscrições, hospedagem, viagem e alimentação. O técnico da equipe, Valdir Ribeiro, preparou os lutadores intensamente por três meses e estava confiante que traria bons resultados. “Com base nos últimos resultados que obtivemos dava para esperar um bom desempenho, mas, infelizmente, não será desta vez”, disse Ribeiro, que completou: “Para que essa situação não aconteça novamente, já me antecipei e deixei na Divisão de Esportes o calendário com as próximas competições. Tomara que, assim, tudo corra bem”. O torneio seguinte ao Open Cidade Maravilhosa será a primeira etapa do Campeonato Paulista 2006 de tae kwon do, a ser realizada em abril, em Pindamonhangaba. “Segundo a Marysol, nossa participação está garantida”, disse Ribeiro. ‘EU GARANTO’ Consciente de que o episódio repercutiria mal, Marysol Gaudenzi foi ao extremo: se a equipe francana fosse para o Rio de Janeiro competir com recursos próprios e a prefeitura não liberasse o reembolso por qualquer razão, Gaudenzi garantiu que pagaria, do próprio bolso, o montante gasto. “Sei que não daria nada errado. E só não passo esse dinheiro para eles agora porque não tenho em mãos”, assegurou. Porém, Valdir disse que a garantia de Gaudenzi não refresca muita coisa. “Os atletas são todos operários e muitos deles nunca viu esta quantia na mão. Para piorar, eu também não tenho todo esse dinheiro. Mas valeu pela boa vontade da Marysol”, disse Valdir.

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