SAPATOS DA CHINA E FRANCANA


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Primeiramente, informo que não tenho relações de amizade e comerciais com o sr. Lauro Pimenta. Portanto, nenhum interesse tenho em fazer sua defesa. Entretanto, a manchete do jornal (“Calçadista de Franca importa sapato da China, Comércio da Franca, 14/3/2006) e o preâmbulo da matéria na primeira página induzem o leitor a pensar que o referido empresário está indo contra os interesses das indústrias francanas e prejudicando a cidade, o que não é verdade, na minha ótica, já que o mesmo importa os calçados chineses, os nacionaliza, recolhe os impostos devidos, e os comercializa baseado em Franca, além de manter uma indústria que gera 187 empregos diretos na cidade. Num mercado globalizado e dinâmico como o atual, ele apenas viabiliza as suas empresas, e atua em várias frentes reduzindo os riscos. Com relação ao futebol da Francana, como torcedor eu nunca entendi as razões que levaram a diretoria a não aceitar a proposta do empresário. Riscos? Quais? O clube tem várias dívidas, o time está na 3ª divisão e muito próximo da 4ª, a classe empresarial não dá o menor apoio, a diretoria atual, na pessoa do abnegado dr. Lancha, luta só, o patrimônio está ameaçado com várias ações na Justiça, etc. Sinceramente, fico por entender a recusa. O Sr. Lauro só obteria lucros se montasse um bom time, revelasse jogadores para vendê-los no futuro, projetasse a ‘marca’ Francana através de ações de marketing acompanhadas de resultados em campo, para depois explorá-la. Caso contrário, jamais recuperaria o dinheiro investido no pagamento das dívidas e, com isso, os torcedores teriam um bom time para torcer e acompanhar. Garantir devolver o time na primeira divisão, sob pena de multa, ninguém em sã consciência assinaria um contrato com esta cláusula, depois que um Palmeiras, um Botafogo, um Grêmio, e outros grandes já foram rebaixados para a 2ª divisão do futebol brasileiro. Isto é ridículo. Qualquer analista de mercado e de marcas classificaria a marca Francana com peso negativo. Assim sendo, eu questiono: o que seria explorado, no momento, pelo Sr. Lauro Pimenta? Nada. Que é que temos hoje? Nada. Sinceramente, não entendi o objetivo da matéria. Carlos Roberto de Souza França

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