Ainda vamos comer muita poeira


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Cláudio Amaral A amostra foi péssima: Felipe Massa, que por 0s047 não fez a pole position no sábado e largou em 2º no domingo, atrás apenas do todo-poderoso Michael Schumacher, terminou em 9º; Rubens Barrichello, que trocou de equipe prometendo lutar pelo título, foi pior ainda: saiu em 6º, pulou para 4º e depois foi caindo, caindo... até cruzar a linha de chegada em 15º. “É muito azar”, diria o mais fanático e católico dos torcedores que, como eu, vai à missa no sábado à noite para não perder a corrida no domingo cedo. “É muita incompetência”, segundo os céticos, que, como eu, não perdem um GP desde que a TV passou a mostrá-los ao vivo, incluindo os sete que vi de perto em São Paulo e no Rio. Azar ou incompetência, a verdade é que, pelo que vimos na manhã de domingo, não será em 2006 que voltaremos a ter alegria na F-1. Porque nem Massa terá vez - e sorte -na Ferrari, nem Barrichello pilotará um carro competitivo. Conclusão: pela amostra que tivemos no primeiro GP do ano, só nos resta nos acostumarmos com a poeira do Bahrein e torcer para que Nelsinho Piquet conquiste logo a carteira de piloto de F-1. Enquanto ele não vem, nos resta ainda consolar a pobre geração que começou a ver corridas de F-1 depois de 1º de maio de 1994 e não viu nas pistas campeões como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna da Silva. E a nós, que passamos dos 30, o que nos resta? Olhar para o céu e pedir a Senna que olhe um pouco mais pelos nossos pilotos. Pelo menos por aquele que ele tinha como afilhado e que eu me acostumei a ver ganhar 12 das dez baterias de kart que disputava em Interlagos, Rubens Barrichello. CLÁUDIO AMARAL é jornalista há 38 anos, trabalhou no Estadão, no Correio Braziliense, no Grupo Folha de S.Paulo, no Jornal do Brasil, na Imprensa Oficial do Estado e é editor no Comércio da Franca.

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