Instituições fracassam no trato com o garoto


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Distante de uma solução aparente, as instituições de Franca ainda não conseguiram fazer com que o adolescente ADM largasse a criminalidade e passasse por alguma atividade socioeducativa eficaz. A história desse garoto tornou-se conhecida após o furto de uma viatura no pátio da Polícia Civil na noite do dia 3 de dezembro de 2005. Ele só foi encontrado durante a manhã seguinte, em Claraval (MG), quando tentava furtar uma égua em um sítio. De volta para Franca, foi entregue a um familiar e no mesmo dia saiu de casa. Sua guarda está com um casal morador do Aeroporto, mas os pais adotivos não têm interesse em continuar com o adolescente. O pai biológico está preso e a mãe não convive com o garoto. No dia 6 de dezembro, Dodô conseguiu ajuda de empresários e do vereador Marcelo Valim (PSDB). Além de roupas, ele foi encaminhado a uma clínica de recuperação para dependentes químicos. Durante 15 dias, manteve-se longe do crack e da prática de furtos. Na tarde de 22 de dezembro, contudo, ADM fugiu da clínica e furtou uma chácara vizinha. Só foi encontrado no sábado, um dia antes do Natal. O próprio seccional, Maury de Camargo Segui, solicitou ao juiz de plantão o pedido de apreensão e, assim, o menor foi levado a uma cela especial da cadeia do Jardim Guanabara. No dia 3 de janeiro, ele foi transferido para a Febem (Fundação Educacional do Bem-Estar do Menor) de Ribeirão Preto. Sessenta dias mais tarde estava de volta, em liberdade. No dia 8 de março, a polícia foi acionada para atender a um furto no Jardim Redentor. O menor estava escondido dentro de uma geladeira. No mesmo dia, houve a determinação para interná-lo no Hospital Psiquiátrico “Alan Kardec”. (RC)

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