Francana presa na África tem o julgamento adiado


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O julgamento previsto para 23 de fevereiro da cantora Fabiana da Silva Barbosa, 26, foi adiado e, segundo o consulado brasileiro na áfrica do Sul, ainda não há data definida. Ela está presa em Johannesburgo desde outubro do ano passado por tráfico internacional de drogas. A família, no Brasil, denuncia que objetos pessoais e uma quantia de R$ 300 foram enviados à mulher no começo deste ano e até ontem não haviam chegado. “A mãe, minha irmã, está desesperada e não sabe para onde correr”, disse Rosângela da Silva, tia da jovem. Fabiana ligou nesta semana para a família, em Franca. Segundo a mãe, Maria Aparecida da Silva, 44, a filha passa por dificuldades, como ainda não ter um advogado e passar fome na penitenciária. Ela está grávida de sete meses. O consulado brasileiro no país informou que não foram constatados maus-tratos e que ela está recebendo atendimento eficiente. Na última sexta-feira, em novo contato da reportagem com o setor, uma funcionária disse que não havia informações de seu estado de saúde no relatório produzido mensalmente, após a visita de um membro consular ao presídio. Segundo ela, só pode ocorrer uma visita ao mês, geralmente no dia 20, e a administração da penitenciária presta esclarecimentos somente em contato pessoal entre representantes dos dois países. Está previsto para a próxima semana o encontro entre membros do setor consular com Fabiana. Sofrendo com dificuldades de informação sobre as condições da filha, Maria Aparecida disse ainda lutar pela extradição. Ela tentou o processo com intervenção de deputados estaduais, mas nada foi feito. O Brasil não possui acordo de extradição com a África do Sul, o que dificulta ainda mais o cumprimento da pena de Fabiana em seu país de origem. O Consulado descartou essa hipótese. O filho da cantora, que poderá nascer em maio, só retornará a Franca se a própria família buscá-lo. A pena pelo crime é entre oito e 12 anos de prisão.

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