Receita pede seqüestro de bens de envolvidos em fraude


| Tempo de leitura: 2 min
César Agostinho Costa, da Delegacia da Receita Federal de Franca, quer ampliar investigações para outros setores
César Agostinho Costa, da Delegacia da Receita Federal de Franca, quer ampliar investigações para outros setores
Paulo Godoy da Redação A investigação da Receita Federal de Franca sobre comerciantes de couro e fabricantes de calçados na cidade, divulgada com exclusividade domingo pelo Comércio da Franca, está expandindo sua atuação para empresas de outros segmentos. Nos últimos dias, a Justiça Federal recebeu, mas ainda não determinou, o pedido para seqüestro de bens da empresa acusada de ser a idealizadora do esquema de fraude fiscal que ultrapassa R$ 185 milhões. O envolvimento de mais de 130 empresas de Franca no golpe milionário contra o erário levou o Sindicato das Indústrias Calçadistas a produzir uma nota em que afirma conhecer as investigações da Receita Federal, porém considera difícil que tantos comerciantes e empresários estejam envolvidos na fraude. O presidente da entidade, Jorge Félix Donadelli, disse que o sindicato apóia o trabalho, mas acredita que a atuação de “20 ou 30” empresas não manchará a imagem de seus associados, que, afirmou, seriam 150 atualmente. As empresas compram notas fiscais falsas ou falsificadas de um empresário de Franca, cuja identificação segue em sigilo. De posse das notas, os coureiros e calçadistas simulam compras de couro no interior e capital de São Paulo, em Pernambuco, Amapá, Pará e Maranhão para aproveitarem-se dos benefícios concedidos pelo governo nas exportações de calçado. Nesta operação, os envolvidos já sonegaram R$ 185,3 milhões de reais. As compras e cargas são fictícias. Ontem, a reportagem apurou que os empresários que aparecem como autores das falsificações e principais beneficiados com a fraude, proprietários da empresa multada em R$ 112 milhões pela Receita, podem ser enquadrados como formadores de quadrilha e responder por lavagem de dinheiro. O pedido de sequestro de um curtume e uma casa de campo pertencentes ao grupo foi apresentado à Justiça, mas ainda não foi apreciado. Na Delegacia da Polícia Federal de Ribeirão Preto, onde o inquérito estaria aberto, segundo o responsável pela Receita Federal de Franca, José César Agostinho Costa, não há notícia sequer de sua instauração. De acordo com o delegado Daniel Dayer, titular interino da unidade, se existe algum procedimento de investigação na PF, em Ribeirão ainda não chegou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários