Apuração ocasiona ‘pito’ até de governistas


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A abertura de investigação pelo Ministério Público (MP) sobre a contratação de dois assessores parlamentares por parte do presidente da Câmara Municipal de Franca, Marcelo Mambrini (PMN), foi alvo de críticas e muitos comentários por parte dos vereadores na sessão de ontem. Com a decisão, a Câmara passou a ter mais assessores, 16, que vereadores, 15 (um deles não tem assessor, ou seja, são apenas 14). O vereador Valter Gomes (PSB) acha que a atitude de Mambrini, questionada pelo MP, pode ser explicada em razão de o sargento ter assumido a presidência da Câmara já em seu primeiro mandato como vereador. Valter classificou a decisão como “afoita”. “Para esse tipo de providência o ideal seria que ele tivesse ouvido pessoas mais experientes, como colegas vereadores e os departamentos técnicos da Câmara, antes de tomá-la”, disse. O líder do PSB na Câmara chegou, inclusive, a ir à tribuna para fazer “recomendações” de conduta ao presidente da Câmara. O líder do governo na Câmara, Jépy Pereira (PSDB), disse temer pelo equilíbrio financeiro da Casa. “A Câmara Municipal de Franca nunca teve seu orçamento rejeitado. Contratações indiscriminadas me deixam preocupado”. O mesmo termo foi utilizado pelo vereador Gilson Pelizaro (PT) para manifestar sua discordância quanto às contratações. Segundo ele, não haveria razão para que o presidente da Câmara contratasse assessores parlamentares além do número de vereadores que compõem a Casa. “Foi um erro”, resumiu Pelizaro.

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