Parque Despertar pode sair do papel: prefeitura cede área para a construção


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Um projeto que cede por 30 anos uma área de aproximadamente 15 alqueires na zona sul da cidade para a ONG “Franca Viva” deu entrada em regime de urgência na pauta da sessão de ontem da Câmara Municipal e foi aprovado unanimemente. No local, será construído, com recursos de parceiros da ONG (Organização Não Governamental), o Parque Despertar. “Levar entretenimento, cultura e lazer para a população”. Essa será a função do Parque, disse a presidente da “Franca Viva”, Maria Lígia Borges Machado. Segundo ela, serão gastos R$ 10 milhões para que as instalações do parque sejam concretizadas. “Aguardaremos apenas a concretização da cessão da área para movimentar nossos parceiros para o início da construção, o que deve ocorrer em no máximo 6 meses”. Moradores dos bairros Jardim Aeroporto I, II, III e IV, Jardim Aviação, Santa Bárbara e Primavera serão os principais beneficiados. “É uma região que praticamente não tem uma área de lazer”, disse Maria Lígia. A obra é esperada há mais de um ano. O ex-prefeito Gilmar Dominici chegou a apresentar projeto de concessão da área para a construção do Parque, mas, em uma das últimas sessões da Câmara durante seu mandato, os vereadores da oposição barraram a concessão da referida área, alegando que o projeto seria inconstitucional e teria recebido parecer contrário do jurídico da própria prefeitura. Desde então, a ONG passou a esperar novo parecer ou liberação de outra área, o que aconteceu ontem. PARQUE DO TRABALHADOR Outro parque causou discussão na Câmara ontem, o do Trabalhador. O vereador Gilson Pelizaro (PT) questionou as razões do adiamento da entrega do local para a população, que deveria acontecer no dia 18, conforme matéria do Comércio, publicada na edição de ontem. Jépy Pereira (PSDB), líder do governo na Câmara, disse que o adiamento teria sido um pedido da ONG responsável pela projeto, a “Construtores Sociais”. Pelizaro, não satisfeito, telefonou para Júlio Rodrigues, presidente da ONG, e ouviu dele que não havia ocorrido de sua parte pedido de adiamento algum. O petista fez questão de desmentir Jépy no meio da sessão. Ao tucano restou propor que Júlio vá à Câmara esclarecer o assunto. Posteriormente, perguntado sobre o ocorrido, o líder do governo na Câmara disse ter havido um mal entendido entre ele e o gabinete do prefeito. Segundo Jépy, a informação que ele expôs aos vereadores teria sido repassada pelo chefe de gabinete do prefeito, José Paschoal Ribeiro. “Liguei para o Paschoal e ele me disse isso. Depois, ele esteve aqui e explicou que, na verdade, a prefeitura se negou a receber o parque em razão de ainda haver muito o que fazer para terminá-lo”. De fato, Paschoal esteve na Câmara e explicou também à Imprensa que quem se negou a receber o parque no dia 18 havia sido o município, que não “pode assumir algo inacabado”.

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