Empresário já tentou encampar a Francana

Em meados de 2004, já em meio a uma crise anunciada, a diretoria da Francana procurava uma alternativa para manter o time que disputava a Segunda Divisão do Campeonato Paulista.

14/03/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Lauro Pimenta folheia catálogo de calçados produzidos na China: empresário importa sapatos do “dragão chinês”
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Em meados de 2004, já em meio a uma crise anunciada, a diretoria da Francana procurava uma alternativa para manter o time que disputava a Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Foi então que o empresário Lauro Pimenta de Oliveira, representante de uma marca de material esportivo, cuja empresa fornecia uniformes e chuteiras para o time, propôs uma “parceria” com o clube. Em 20 de maio de 2004, o empresário concedeu uma entrevista coletiva junto com o então presidente do clube, João Batista Boneti, e anunciou a proposta oficial: pagaria todas as dívidas do clube (cerca de R$ 3 milhões), mas em troca queria o terreno do antigo estádio “Coronel Nhô Chico”, doado à Francana em 1922 pela família do Coronel Francisco de Andrade Junqueira. Ao contrário do que o empresário esperava, a proposta teve repercussão negativa, sob o argumento de que a Francana perderia o patrimônio e teria o mesmo destino do Esporte Clube Fulgêncio de Almeida, extinto após ceder para a prefeitura o terreno onde hoje é o Paço Municipal. Ao saber disso, Lauro Pimenta recuou e propôs deter a marca da Francana e os direitos sobre o time por 30 anos. Na prática, então com 37 anos, Pimenta seria dono da Francana até completar 67. Sem um planejamento definido e sem previsão de quais seriam os benefícios do clube, os conselheiros rejeitaram a nova proposta. Uma das condições impostas pelo clube era a de que Lauro teria que deixar a Francana na Série A-1 do Campeonato Paulista, sob pena de pagamento de multa. Lauro rejeitou. Ainda assim, na tentativa de provar que teria competência para tocar o time, Lauro Pimenta aproveitou o momento de desorganização da gestão de João Boneti e encampou o futebol do clube, pagando os salários durante a Copa Federação Paulista de Futebol. Dentro de campo, foram dois técnicos em dez jogos e apenas duas vitórias. Com o fracasso em campo, Lauro, enfim, desistiu de se aproximar da Francana. Hoje, a marca espanhola da qual ele detém os direitos no País por 10 anos é vista em placas de publicidade e em camisas de diversos times de futebol no interior. Na Francana, apenas em chuteiras de alguns jogadores.

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