Conexão Pequim-Franca não vem de agora


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Há oito anos o “dragão chinês” não abocanhava o mercado internacional da forma como faz hoje. Segundo o proprietário da Mercantil Shoes, Lauro Pimenta de Oliveira, ao menos em um segmento, mesmo oito anos atrás, os chineses já estavam presentes. “Os calçados esportivos da China se encontram no mercado internacional há mais de dez anos. Nos Estados Unidos e na Europa há uma década eles já eram muito fortes”. Foi exatamente essa força que levou Lauro a ter a idéia de procurar os chineses para estabelecer parcerias. “Fiz contato com os fabricantes de lá por meio de escritórios especializados em intermediação de negócios internacionais”. O idioma, ao contrário do que se poderia pensar, nunca foi uma grande barreira para conhecer os preços mais baixos oferecidos pelos chineses. “Os negócios são feitos na maioria das vezes em inglês”. Mas, em uma das viagens (só em 2005 foram 11), Lauro conta que passou por uma “saia-justa”. “Todos os folhetos distribuídos nas estações de embarque aéreo ou terrestre possuem tradução do mandarim (idioma predominante na China) para o inglês imediatamente abaixo dos termos. Certa vez, eu desembarquei em um local onde só havia inscrições em mandarim. Primeiro fiquei assustado, depois achei uma solução. Peguei no braço de uma menina e enquanto ia acenando falei em português mesmo: ‘Não estou entendendo nada. Me leve aonde eu quero ir’”, contou, aos risos, Lauro. Hoje, o empresário diz que as importações da China são fator essencial para a manutenção dos negócios da Mercantil Shoes. Os 187 funcionários da fábrica em Franca produzem cerca de 1.800 pares de calçados por dia, mas Lauro ressalta a importância dos sapatos oriundos daquele país. “Eles me dão uma boa sustentação. Porque cheguei à conclusão de que não dá pra competir. O correto é nos unirmos a eles”.

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