Alunos expulsos retornam à universidade


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Paulo Godoy da Redação Os sete alunos da Unesp de Franca expulsos em novembro do ano passado seguiram caminhos diferentes no retorno às suas vidas acadêmicas neste ano. Depois de se tornarem protagonistas da primeira expulsão em toda a história da universidade, a maior parte matriculou-se em novos cursos e em cidades diferentes. Apenas um deles ainda aguarda decisão da ação judicial que moveu contra a instituição. Em 2 de agosto do ano passado, um grupo de alunos do curso de História lançou mão de um manifesto inusitado para criticar o estado de conservação do campus da Unesp local e as deficiências da universidade (leia texto nesta página). Aproveitando-se da presença do reitor Marcos Macari, eles promoveram um protesto escatológico no salão nobre do campus. Os dois líderes da manifestação, Bruno Eduardo Legorin, 18, e Petras Haruan Lago Antoneli, 18, ambos de Campinas, deixaram Franca antes mesmo do parecer definitivo da Unesp, em novembro. As famílias dos dois universitários não quiseram falar sobre o paradeiro dos filhos. Angelina Legorin, mãe de Bruno, disse que o filho estava em “outro lugar”, mas não quis dizer onde. Ana Helena Antoneli, mãe de Petras, também preferiu omitir o destino do filho. “Este assunto já nos causou muitos problemas”, disse, encurtando a conversa. O estudante Felipe Luís, de Ribeirão Preto, assim como a maioria dos alunos, cursava o primeiro semestre de História. Simultaneamente, ele também freqüentava o curso de Direito na Unifran. Por enquanto, segundo sua mãe disse à reportagem do jornal Comércio da Franca, por telefone, está aguardando o desenrolar da ação impetrada pelo advogado Eduardo Berbel, em que pede imediato retorno dos alunos às aulas. O ex-aluno permanece em Franca, mas não está estudando. No dia 8 de agosto, quando participou do ato que culminou com sua expulsão, Felipe Luís teve uma participação secundária na manifestação, fato em que o advogado que o defende apóia-se para tentar reintegrá-lo à faculdade local. Do grupo que se lançou àquela aventura crítica contra o reitor da instituição, Iamara de Almeida Nepomuceno era a única que estava no segundo ano. Prestou vestibular para o mesmo curso. Continuou em Franca, mas voltou para o primeiro ano. Marcus Vinicius Costa Conceição voltou para o curso de História, mas na Universidade Federal de Goiás. Rafael Morato Zanatto trocou Franca por Assis, onde a Unesp também oferece a Faculdade de História. Thaís Matheus da Silva mudou de faculdade e de campus. Agora estuda Letras, em Araraquara. A matrícula dos alunos expulsos não é proibida. No final do ano, o diretor do campus de Franca, Hélio Borghi, disse que a penalidade aplicada pela instituição não impediria que eles voltassem. Os créditos adquiridos no primeiro semestre do ano passado, no entanto, dificilmente serão aproveitados.

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