A visita do reitor Marcos Macari a Franca era a segunda que ele fazia desde que assumira a reitoria da Unesp, em janeiro do ano passado. A pauta para o dia 2 de agosto era formada por questões administrativas, basicamente.
A reportagem do Comércio não havia sido convidada para o encontro, mas compareceu ao salão nobre a fim de esperar pelo final do evento, quando questionaria o reitor Macari sobre a construção do campus de Franca.
Do lado de fora do salão, Petras Haruan, inquieto, segurava um balde vazio. Quando entrasse no espaço repleto de alunos e professores, seria a senha para que Bruno Legorin, Felipe Luís, Thais, Iamara, Rafael e Marcus Vinicius dessem início ao ato escatológico que acabou por puni-los de forma implacável.
Vomitaram e defecaram na frente do reitor e do diretor Hélio Borghi, performance a que chamaram de “intervenção artística” e para a qual, acreditavam, atrairiam simpatizantes para a causa que defendiam, que, diga-se de passagem, é justa, mostrando as inúmeras deficiências estruturais e educacionais da Unesp, sobretudo em Franca.
Acabaram atraindo para si a simpatia dos rebeldes e anárquicos de plantão, mas, em contrapartida, a ira de uma comunidade inteira, formada por outros alunos, que se apressaram em dizer que não concordavam com os meios empregados, por professores e pelo restante da cidade.
Em reportagens feitas nas ruas de Franca, foi difícil encontrar quem concordasse com os universitários. Alguns dias depois, passaram a ser hostilizados na rua e na própria universidade. No dia 10 de novembro, após mais de um mês de tramitação da sindicância, foram expulsos da universidade, sem chance de apelação.
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