Lei atingirá em cheio comerciantes do setor


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A idéia de proibir a entrada de menores de 16 anos em lan houses ou cyber cafés da cidade desagrada de maneira acentuada aos proprietários dos estabelecimentos. Leandro de Almeida, dono de lan house na Avenida Adhemar de Barros, é um dos insatisfeitos. “Acredito que muitos de nós terão que fechar as portas”. Segundo o setor de Fiscalização de Renda da Prefeitura, atualmente, há 17 casas com alvará de operação na cidade. Leandro calcula em 80% o número de freqüentadores com menos de 16 anos. “É exatamente essa a faixa etária do público”, disse Leandro. Edvaldo Barcarolo, dono de uma casa de jogos com 56 máquinas na Avenida Moacir Vieira Coelho, diz que a proibição atingiria em cheio o movimento do lugar, que é de cerca de 250 pessoas por dia. “Entre 70% e 80% dos meus clientes são menores de 16 anos”. Poucos minutos de observação nas lans da cidade são suficientes para ratificar a informação de Barcarolo. A reportagem do Comércio da Franca identificou garotos de 11 anos freqüentando os estabelecimentos. Há crianças que vão às lans para atirar nos inimigos virtuais dos jogos de guerra e há também meninos que, por não terem acesso à internet em suas residências, procuram as casas de jogos para fazer pesquisas escolares. Outro proprietário de lan house em Franca diz que o impedimento da freqüência de menores de 16 anos nos estabelecimentos, além de “representar uma perda considerável de mercado”, significa restrição de acesso à informação para a população. Ronald Castro, dono de uma lan na Avenida Chico Júlio, acredita que “as lans oferecem acesso à maior fonte de informações do mundo para pessoas de todas as classes”.

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