Equoterapia é esperança de tratamento para doença grave


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O movimento feito pelo cavalo ajuda a desenvolver o equilíbrio e a coordenação do paciente que ao acompanhar o trote do animal movimenta simultanemante o corpo todo
O movimento feito pelo cavalo ajuda a desenvolver o equilíbrio e a coordenação do paciente que ao acompanhar o trote do animal movimenta simultanemante o corpo todo
Melissa Toledo Correspondente em Batatais Há dois anos a Apae de Batatais adotou como forma de tratamento para diferentes síndromes genéticas um tratamento especial: a equoterapia. A prática utiliza o cavalo como meio de melhoria nos mais diversos aspectos da vida do paciente, como desenvolvimento físico, equilíbrio, sociabilidade entre outros. O mais novo paciente submetido à equoterapia é o pequeno Arthur Brondi Cangussu Marques Pereira. Com pouco movimento nas pernas e quase nenhum equilíbrio, ele chegou à sua primeira aula na tarde de sexta-feira, 10. Com 5 anos, ele sofre de adrenoleucodistrofia, doença genética rara, grave e progressiva, que afeta as glândulas adrenais e o sistema nervoso. De acordo com a mãe de Arthur, Érica Brondi Cangussu Marques Pereira, os primeiros sintomas da doença surgiram no dia 17 de novembro do ano passado, quando o garoto sofreu um desmaio e ficou em coma por quatro horas. O diagnóstico definitivo saiu em dois meses, quando, para desespero da família, foi confirmado que Arthur sofre de adrenoleucodistrofia. Trata-se de uma doença recessiva ligada ao cromossomo X, o que significa que afeta predominantemente os homens e é transmitida por mulheres portadoras que podem manifestar um grau leve da doença. É caracterizada por desmielinização (perda ou redução da mielina, substância que envolve os nervos) progressiva do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) e insuficiência supra-renal periférica. Os sintomas iniciais, que já comprometem a saúde de Arthur, incluem a deficiência dos movimentos de marcha, mudanças de comportamento e aumento da pigmentação da pele. Também no início os pacientes podem apresentar problemas de percepção, falta de concentração, perda da memória, deficiência visual e auditiva. A evolução da doença pode conduzir a um estado neurovegetativo ou à morte em alguns anos. Até há cerca de um mês, os médicos que fazem o tratamento de Arthur viam a possibilidade de cura em um transplante de medula óssea. “Agora o transplante foi descartado pelos médicos porque só pode ser realizado na fase inicial da doença”. Como a terapia definitiva para a doença no momento não existe, a família busca todas as formas de evitar o progresso. Agora vêem na equoterapia uma tentativa de desacelerar o processo degenerativo. Na maioria dos casos, como no de Arthur, durante toda a sessão de equoterapia os profissionais ajudam a estimular a autoconfiança, a auto-estima, a fala, a linguagem, a estimulação tátil, a orientação espacial e temporal, a memória, a percepção visual e auditiva, a direção, o raciocínio e vários outros aspectos.

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