Mariner/Unimed, na raça, derrota Bauru


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Imagem mostra o momento em que Fransérgio (de costas) se machuca, em lance com o pivô Fabião: ala sofreu fratura exposta no indicador da mão direita
Imagem mostra o momento em que Fransérgio (de costas) se machuca, em lance com o pivô Fabião: ala sofreu fratura exposta no indicador da mão direita
Marcos Junqueira Editor-assistente de Esporte Uma vitória com a cara do basquetebol francano. Em uma partida em que tudo dava errado, o time comandado por Hélio Rubens Garcia surpreendeu e conseguiu vencer um confronto que, certamente, não sairá tão cedo da mente dos 2.283 torcedores presentes no Póli, na noite de ontem. Citar apenas o resultado seria um verdadeiro “crime”. O placar apontou, no fim, 85 a 81 (36 a 46 no primeiro tempo), sobre Bauru, mas o Mariner/Unimed viveu, pelo menos, três dramas ao longo do jogo, válido pelo returno do Campeonato Brasileiro Masculino de Basquetebol. O primeiro, na realidade, aconteceu antes mesmo do apito dos árbitros. O ala Rogério foi impedido de entrar em quadra, consequência da desclassificação, contra Rio Claro, quando o jogador do Mariner/Unimed reclamou da arbitragem e tomou duas faltas técnicas. Agora, quase um mês depois, saiu a sentença de dois jogos de suspensão. Como o primeiro aconteceu automaticamente no confronto seguinte, restou um, justamente o de ontem. Segundo o presidente do clube, Júlio Tadeu Biondi, não houve qualquer aviso por parte da CBB (Confederação Brasileira de Basquetebol). “É um absurdo. Isso não existe. Alíás, existe sim. E justamente contra nós. Mas agora é tocar o barco, pois não adiantará nada reclamarmos”, disse Biondi. Helinho foi além: “É nítido, e não é de hoje, que Franca tem que pensar no adversário e nos bastidores. Felizmente, hoje (ontem), superamos todas as adversidades”, reclamou o armador. O drama seguinte ocorreu na metade do primeiro quarto: o ala Fransérgio e o pivô Fabião subiram no mesmo rebote e se chocaram. Fransérgio levou a pior e sofreu fratura externa no dedo indicador da mão direita. O socorro foi rápido e o atleta seguiu para o Hospital Unimed, onde foi medicado. O laudo médico detalhando a gravidade do problema será emitido hoje. Para completar, Edu Mineiro sofreu uma pancada na testa. Houve sangramento e o pivô deixou a quadra, mas conseguiu retornar à quadra. Aproveitando-se de tudo isso, Bauru chegou a abrir 18 pontos de vantagem. Foi quando um Hélio Rubens surpreendentemente calmo pediu tempo e, mansamente, orientou os comandados. Nascia ali a reação, que culminou na virada do marcador e na 11ª vitória do Mariner/Unimed, líder absoluto do Grupo B. Leandro, de Bauru, foi o cestinha, com 22 pontos. Vargas anotou 18 pelo lado francano, mas pegou 13 rebotes e fez o double-double. O próximo compromisso do time francano será amanhã, às 18 horas, novamente no Póli, contra o lanterna Londrina. O JOGO No primeiro quarto, Bauru já deixava claro que não facilitaria a vida do Mariner/Unimed. A equipe treinada por Raul Togni fechava os espaços e tinha mais pegada. “Precisamos de mais ímpeto”, gritou Hélio Rubens no tempo técnico. Mas a bronca não resolveu e Bauru fechou o período com vantagem de 22 a 20. No segundo quarto, nada mudou. Pelo contrário, piorou: após erros seguidos do ataque do Mariner/Unimed, Bauru deslanchou e abriu dez pontos no final do primeiro tempo: 46 a 36. Na etapa complementar, a casa parecia que iria cair de vez: Bauru aproveitou a instabilidade francana e chegou a abrir 18 pontos no placar. Foi quando Hélio Rubens parou o jogo e pediu calma ao time. “Vamos tirar a vantagem deles aos poucos”, disse o técnico. E deu certo. Aos poucos, a diferença foi caindo e, no último minuto, o Mariner/Unimed, dando exemplo de jogo coletivo (seis jogadores fizeram mais de dez pontos), conseguiu a virada mais espetacular e emocionante do Campeonato Brasileiro até aqui. E olha que os playoffs ainda nem começaram.

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