Religiosidade e ciência se cruzam no tratamento


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Há um dado histórico acerca do Hospital Psiquiátrico Allan Kardec que muitos talvez não saibam: ele foi o primeiro hospital psiquiátrico espírita do Brasil, inaugurado com idealismo por José Marques Garcia, em 1902. Passados 104 anos, a instituição sobrevive fiel à sua filosofia, a saber, a doutrina espírita e o pressuposto de que o transtorno mental e quaisquer outros processos patológicos estão sempre relacionados aos fatores espirituais. “Nós realizamos aqui os trabalhos espirituais, mas temos clara a idéia de que a ciência é absolutamente necessária ao tratamento, de modo a conciliar harmoniosamente nossos preceitos às práticas médicas, sem qualquer interferência de ambas as partes. Temos, trabalhando conosco, médicos espíritas, médicos de outros credos ou sem credo algum. Mas todos reconhecem a importância da religiosidade para os tratamentos”, esclarece o médico Cleomar Borges de Oliveira, diretor-presidente do Hospital Psiquiátrico Allan Kardec, acumulando também a função de diretor-técnico. Quando iniciou seu mandato, há mais de 3 anos, sua meta era humanizar cada vez mais o atendimento ao paciente psiquiátrico. O Hospital Allan Kardec, que sempre primou pelo respeito ao paciente, diferindo daquela visão de “depósito de loucos” que muitas instituições (hoje, felizmente, de portas cerradas) transmitiam ao público em geral. E o trabalho realizado ao longo do século passado acabou permitindo que a filosofia defendida pelo fundador José Marques Garcia fosse mantida e se ampliassem ainda mais os métodos humanos e religiosos que a instituição tornou famosos em todo o País.

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