Folha de pagamento absorve toda a verba do SUS


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Lázara Maria Bernardes, assistente social, coordena o projeto terapêutico do hospital
Lázara Maria Bernardes, assistente social, coordena o projeto terapêutico do hospital
A grande dificuldade para a manutenção do Hospital Alan Kardec está justamente na insuficiência da verba para gerir a entidade. De acordo com o dr. Cleomar Borges de Oliveira, diretor-presidente da instituição, “só a nossa folha de pagamento, com 187 funcionários, absorve cerca de 90% do valor que nos é repassado pelo SUS, de modo que nos transformamos numa instituição que serve muito mais para dar empregos do que efetivamente atender a população”. De acordo com o médico, não há como conseguir reduzir estes gastos: “Não podemos enxugar o quadro de funcionários porque a lei prevê um número certo de profissionais para a composição do corpo clínico, paramédico, pessoal de enfermagem e de assistência”. Assim, para se manter, a instituição conta com contribuições da comunidade”, acrescenta. Dr. Cleomar também informa que a instituição possui ainda médicos psiquiatras, entre assistentes e plantonistas, psicólogas, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, assistentes sociais, enfermeiros e assistentes de enfermagem, além de nutricionistas, todos trabalhando em conjunto. “Todos são essenciais e não podemos prescindir de nenhum deles”, garante.

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