No folder de apresentação da Sociedade Francana de Instrução e Trabalho para Cegos, o texto de abertura diz que ao longo dos 49 anos ininterruptos de atendimentos, vários projetos foram desenvolvidos, sendo o de maior conhecimento da população o asilamento. Esse, desde 2000, não tem novos atendimentos, mas a existência de oito moradores no local tem preocupado a direção da instituição.
Residentes na sociedade há mais de 30 anos, os deficientes possuem um quarto cada um, com direito a televisor, computador e refrigerador. Tudo comprado por eles mesmos ou então seus familiares. Além disso, fazem até quatros refeições sem qualquer custo. “Eles não pagam nada por todas essas regalias”, disse o presidente Sérgio Francisco Lima. Agora, essa realidade pode mudar. Segundo Lima, a entidade necessita da colaboração de todos devido a diminuição em suas receitas. “Inclusive deles”. Um acordo está distante.
A entidade tentou transferi-los para outro lugar, como por exemplo o Lar de Ofélia, mas eles se negaram. A proposta de uma doação mensal também foi recusada. “Essas pessoas recebem aposentadoria ou benefício, mas não contribuem com a sociedade. Eles precisam entender que é preciso ajudar”, afirmou. “Muitos têm famílias, casas de aluguel e mesmo assim continuam aqui sem ao menos doar R$ 1. Quem paga a conta são os trabalhadores da cartonagem e isso não é justo”.
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