O prédio abandonado da escola municipal de ensino infantil “Maria Madalena Campos”, na Vila Santa Luzia, foi ontem a maior reclamação da edição itinerante do programa Fale Sem Medo, da rádio Difusora AM (1.030 kHz). A transmissão ocorreu ao vivo, do meio-dia às 13 horas, na Praça “Faria Lima”, principal ponto de lazer do bairro. A cada sexta-feira, o programa apresentado pelo radialista Hélio Rodrigues e equipe visita um bairro da cidade. Esse é o segundo ano da iniciativa.
Alvo de vândalos e reduto para usuários de drogas, a unidade escolar está desativada há três anos e é alvo de furto de telhas, entre outros objetos. Com duas salas de aula, banheiros, refeitório e cozinha, o estabelecimento foi fechado, segundo informações da prefeitura - passadas aos moradores -, por falta de alunos. “Essa justificativa não é verdadeira. Se os pais evitavam matricular os filhos lá, era por causa do encaminhamento que eles faziam depois da conclusão do curso” disse a dona de casa Ester de Oliveira.
Segundo a mulher, as crianças eram enviadas para as escolas do Jardim Guanabara, que para os pais era muito distante. “Além de ser longe, existe muita subida e as crianças chegavam cansadas na escola”, explicou. Por isso, preferiam matricular os filhos na unidade que daria vaga na escola da “Barão da Franca”.
Para piorar, o local é cercado por um terreno baldio em que o mato alto e o lixo contribuem para o cenário de descaso. A situação preocupa os moradores da Rua Raul Montes Torres. Segundo a dona de casa Rosilene Cristina Coelho, moradora das proximidades, o matagal é criadouro de pragas e reduto de marginais. “À noite é comum ver pessoas andando pelo mato”, afirmou.
Durante o programa também houve pedidos de mais segurança, iluminação e limpeza nas ruas da região. Para Doralice Maria da Silva, moradora há 35 ano do bairro, a varrição na rua e na praça são necessárias em decorrência das inúmeras árvores. “A sujeira é imensa e acumula com o lixo”, disse.
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