Falta de dinheiro: o drama continua


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A escassez de recursos ainda é um problema para a Francana enfrentar a tempestade da zona de rebaixamento para a Quarta Divisão do Campeonato Paulista. Os maus resultados e a baixa qualidade do grupo inibem a busca de apoio a empresas da cidade. O patrocínio no uniforme esmeraldino ficou no sonho. Se o time tem uniforme hoje, é graças a atuação do deputado estadual Gilson de Souza (PFL). Para piorar, a contratação de um novo técnico e a exigência em trazer quatro reforços de peso, cujos salários superam a faixa dos R$ 3 mil mensais, têm tirado o sono dos cartolas. “Inegavelmente teremos que gastar mais agora”, reconheceu Fahim Youssef Issa Neto, segundo vice-presidente da Francana. Fahim e os demais membros da alta cúpula esmeraldina estiveram reunidos ontem à noite, na empresa em que o diretor de futebol, Telmo José Barbosa, é gerente. Além de discutir sobre os nomes que serão dispensados do grupo, o aspecto financeiro também esteve na pauta. “Todos nós estamos praticamente abandonando nossas vidas particulares pela Francana. Tem sido difícil”. Além das despesas com a folha de pagamento dos jogadores e da comissão técnica, os dirigentes têm ainda o desafio de honrar a palavra dada à FPF (Federação Paulista de Futebol). A diretoria tem até o fim do mês para saldar a primeira das dez parcelas relativas à dívida trabalhista do ex-goleiro Alexandre. Por conta desta pendência financeira, a Francana chegou a ser suspensa da entidade no final do ano passado, retornando ao Campeonato Paulista da Série A-3 depois que o deputado estadual Gilson de Souza (PFL), vice-presidente regional da FPF, interveio junto ao presidente Marco Polo del Nero.

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