Para os mais jovens, falta emprego


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Serafina Justina do Nascimento, 75, ainda se lembra de quando as ruas da região central de Patrocínio Paulista eram de terra. De lá para cá muita coisa mudou. A cidade cresceu e a população aumentou. Já a calmaria, típica de pequenos centros, continua a mesma. E é exatamente isso que manteve a aposentada em Patrocínio até hoje, de onde não pretende mudar. “Gosto muito daqui e tenho muitos amigos. O bom é que as pessoas ainda se cumprimentam”, disse ela, enquanto caminhava tranqüilamente pela calçada. A exemplo de Serafina, para muitos moradores a paz e o sossego são as melhores qualidades de Patrocínio Paulista, principalmente para os mais idosos. Que o diga o aposentado Alceu de Figueiredo, 70. “Moro aqui desde menino. Nunca quis ir embora. Tenho assistência médica e muitos amigos. Para mim, está bom do jeito que está”, disse ele. Por outro lado, para os mais jovens a cidade seria melhor se houvesse mais opções de emprego e lazer. “Gosto muito de Patrocínio, o problema é que aqui falta emprego em toda a cidade”, reclama Vânia Cristina Oliveira, 18, que concluiu os estudos e agora pensa em trabalhar, mas ainda não conseguiu emprego. A mesma opinião é compartilhada pelo auxiliar de produção Antônio Ferreira dos Santos, 19. “Aqui falta trabalho principalmente para quem está em busca do primeiro emprego. Também são poucas as opções de lazer. Poderia ter pelo menos um cinema para a gente ir aos finais de semana”, disse. A vendedora Paula de Matos, 23, até conseguiu um emprego em uma loja de roupas, mas reclama da falta de opções para diversão. “Abriram uma lan house aqui, mas nos finais de semana fica lotada, já que não existem outras opções na cidade”, disse ela.

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