Cura da doença pode chegar ao mercado em dois anos


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O pesquisador Márcio Luis Andrade e Silva, coordenador da pesquisa desenvolvida há sete anos, acha que o medicamento poderá ser comercializado em dois anos
O pesquisador Márcio Luis Andrade e Silva, coordenador da pesquisa desenvolvida há sete anos, acha que o medicamento poderá ser comercializado em dois anos
Maisa Infante Coordenadora de Produção O resultado de uma pesquisa desenvolvida há sete anos em parceria da Unifran (Universidade de Franca) com a USP (Universidade de São Paulo) pode chegar ao mercado em breve. Na última terça-feira, a JP Farmacêutica, empresa de Ribeirão Preto, assinou um convênio com os pequisadores que desenvolveram uma substância capaz de curar a esquistossomose, popular barriga d’água (causada por verme e que afeta o fígado) e, por enquanto, controlar a Doença de Chagas (transmitida pelo barbeiro e que afeta o coração). O laboratório se comprometeu a financiar 50% dos testes pré-clínicos e clínicos que precisam ser feitos. Agora, o projeto está na Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo), que deve financiar a outra parte. Segundo o coordenador da pesquisa, professor Márcio Luis Andrade e Silva, os testes pré-clínicos serão feitos na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e terão um custo de R$ 200 mil. “Esses ensaios servem para certificar se a droga é ou não tóxica. Eles são feitos em roedores e não roedores”, disse. A etapa seguinte são os testes clínicos, feitos em Ribeirão Preto e Belo Horizonte, aplicados em pessoas sadias e, em seguida, doentes. A pesquisa descobriu derivados da substância cubebina, isolada de uma pimenta asiática encontrada somente na Índia, e testes indicaram seu potencial curador. A patente dessa substância já foi depositada no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). No caso da esquistossomose, o pesquisador acredita que a droga será de grande valia porque o único medicamento disponível no mercado, chamado Praziquantel, é nefrotóxico (intoxica os rins), enquanto os testes feitos com os derivados da cubebina em animais in vitro e vivos não apresentaram índices tóxicos. Além disso, o medicamento desenvolvido pelos pequisadores é capaz de atingir toda a fase de desenvolvimento do verme que causa a doença, enquanto o Praziquantel só combate o verme na fase adulta. Já com relação à doença de Chagas, não há medicamento disponível no mercado. Além de Márcio, também fazem parte da equipe de pesquisa os professores Rosângela da Silva (Unifran); Paulo Marcos Donate (Departamento de Química e Filosofia da USP); Wanderlei Rodriguez, da Faculdade de Medicina da USP; Jairo Kenupp Bastos e Sérgio de Albuquerque, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto.

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