Para o coordenador da pesquisa, Márcio Luis Andrade e Silva, o interesse de um laboratório não é somente uma conquista profissional, mas também pessoal. Além disso, a comercialização do medicamento, caso aconteça, poderá colocar o nome da Universidade e também da cidade em discussões até mesmo internacionais. Márcio também faz questão de ressaltar o apoio que teve da diretoria da Unifran por meio do reitor Clóvis Ludovice e do chanceler Abib Salim Cury. “Eles incentivaram incondicionalmente a pesquisa”, disse.
Comércio da Franca- Qual a importância dessa pesquisa para a cidade?
Márcio Luis Andrade - Ela desfaz o mito de que as faculdades particulares não investem em pesquisa, já que a Unifran apoiou incondicionalmente essa pesquisa desde o começo. Eles acreditaram e investiram no trabalho.
Comércio - Pessoalmente, o que essa conquista significa?
Márcio Luis - Eu trabalho em busca de um laboratório que financie a pesquisa desde 2001, quando fechei a patente da sustância que atua na Doença de Chagas. E sempre ouvia a mesma coisa, que era uma doença de segunda linha. Então, encontrar alguém interessado em investir foi maravilhoso.
Comércio - A descoberta da substância que pode curar a esquistossomose alavancou a pesquisa?
Márcio Luis - Com certeza, porque essa é uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo todo. Então, acaba despertando um interesse maior mesmo. E isso é importante porque a pesquisa científica deve estar voltada para os interesses da sociedade.
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