A administração do prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) está impondo um ritmo quase sumário aos processos de demissão de servidores envolvidos em irregularidades. Apenas neste ano, cinco casos ficaram conhecidos, entre eles o da médica Maria Del Carmen Grijalba.
As demissões começaram com outra médica. No dia 20 de janeiro, Simone Gusmão, que trabalhava por contrato, foi desligada do Pronto Socorro Municipal “Doutor Janjão”, após abandonar suas funções no meio do expediente e dizer, ao passar pelos usuários, que estava deixando de trabalhar porque a Prefeitura não lhe pagava corretamente.
No final de fevereiro, foi a vez de Daniela Cristina da Silva, atendente da UBS do Jardim Aeroporto. Em 26 de dezembro, ela agrediu a sapateira Marisa Roque da Silva e Silva após uma discussão por causa da marcação de uma consulta. A servidora tinha um contrato com a Prefeitura que venceria neste mês.
Anteontem, o coronel da reserva da Polícia Militar, Marco Régis Cordeiro, foi exonerado do cargo de Diretor da Divisão de Segurança de Franca, a seu pedido, de onde estava afastado havia mais de 30 dias, por empregar dois guardas civis municipais, em horário de trabalho, como seguranças em uma festa realizada em sua chácara no dia 8 de janeiro.
Em fevereiro, também um guarda civil perdeu o emprego. Ele gastou mais de R$ 7 mil reais em ligações telefônicas particulares.
Ocorrências que redundam em prejuízo financeiro para a administração pública são obrigatoriamente analisadas pelo Ministério Público. No entanto, o promotor Paulo Borges criticou aquilo que considera ser uma cultura das prefeituras, transferindo ao MP o dever de punir seus servidores.(PG)
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