Dirigente classificou fato como ‘isolado’ e de ‘crise’


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A dirigente de Ensino Ivani Marchesi criticou indiretamente a atitude da escola em chamar a polícia, após a briga entre alunos e educadores. “Esse fato, na minha opinião, como educadora, deveria ser conduzido com mais maturidade. Na medida em que a gente ‘terceiriza’ a crise, significa que nós não demos conta”. Ela disse que esse é um registro isolado. A crise, como classificou a dirigente com relação ao fato na Escola Estadual “Carmem Munhoz Coelho”, não havia sido comunicada à diretoria regional até por volta das 15 horas de ontem. A discussão entre alunos e professores aconteceu na manhã de ontem. Durante a entrevista, por volta das 17 horas, Marchesi ressaltou o fato de que a maconha encontrada na mochila de um dos adolescentes envolvidos, um garoto de 13 anos, deve ter vindo de fora da unidade, e não repassada internamente. “Eu posso assegurar, enquanto dirigente, que, se realmente havia droga dentro da mochila da criança, ela não foi colocada dentro da escola”. Ela disse que a diretoria da escola acionou o Conselho Tutelar e a Justiça para ouvir os adolescentes a fim de comprovar se seriam mesmo usuários de entorpecentes. A “Carmem Munhoz Coelho” recebeu recentemente prêmio do governo estadual por gestão educacional. Uma das conseqüências após esse tipo de ocorrência de briga, segundo Ivani, é a ruptura da “moral” da escola e aumento de pedidos de transferências. Esse último fato, algumas vezes, superlota outras unidades de ensino estaduais. (RC)

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