Serviço gratuito só funciona em horário comercial


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Familiares velam o corpo de Marilena Soares após decidirem sepultá-la através do plano funerário de um parente: prefeitura fechada impediu sepultamento gratuito
Familiares velam o corpo de Marilena Soares após decidirem sepultá-la através do plano funerário de um parente: prefeitura fechada impediu sepultamento gratuito
Paulo Godoy da Redação Falhas no funcionamento do serviço funerário de Franca impedem o acesso de famílias carentes ao direito de terem velórios e sepultamentos realizados gratuitamente. Anteontem, a família de uma mulher morta no final da tarde não conseguiu obter o atestado. A deficiência começa na própria Secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social da prefeitura, que não tem equipes de assistentes sociais após às 17 horas ou aos sábados, domingos e feriados. Tampouco há telefones disponibilizados para que famílias ou representantes das funerárias possam entrar em contato com esses profissionais. No ano passado, um edital para contratação de serviços foi enviado pela Secretaria de Planejamento de Franca a todas as funerárias credenciadas na cidade. O documento é uma concessão a terceiros dos serviços que a Prefeitura deveria prestar, mas não tem condições. Cabe às funerárias o ônus de prestar o atendimento gratuito nos casos de as famílias não terem dinheiro ou naqueles envolvendo indigentes (quando os corpos não são reclamados por familiares). O sistema é gerenciado pelas próprias empresas e controlado pela Defesa Civil. Um parecer emitido por um assistente social da Prefeitura, que verificará as condições sócio-financeiras da família da pessoa que morreu é o único documento exigido, o que pode ser pedido tanto pelas funerárias quanto pelos próprios interessados. A falta do plantão na Secretaria de Ação Social, no entanto, limita o benefício. Uma funcionária ouvida pelo Comércio não tinha nenhuma solução para os casos de pessoas mortas em horários nos quais a repartição não funciona. A secretária Maria Ignez Archetti, responsável pelo setor, não foi encontrada ontem. Foi o que aconteceu com a família de Marilena Santos Soares, 49, morta no final da tarde de ontem. Ao procurar a funerária Nova Franca, parentes e amigos foram informados pelo gerente Gerson Trovatto, que a empresa não poderia fazer nada senão deixar o corpo no frigorífico do Instituto Médico Legal até a manhã de ontem. Diante da recusa, o corpo de Marilena foi velado e enterrado depois que um amigo emprestou o plano funerário de outra empresa, inserindo o nome de Marilena às pressas.

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