Plantão social existe, mas ninguém conhece


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O horário e o dia não deveriam ser empecilhos ao trabalho de assistentes sociais da Prefeitura de Franca, muito menos ao sepultamento de pessoas pobres, na perfeita acepção da palavra. Segundo a chefe da Divisão de Criança e Adolescente da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Fabiana Rocha Diniz, existe um plantão de profissionais que trabalham ligados à Defesa Civil de Franca. Para acioná-los, seria necessária a intervenção da Guarda Civil Municipal. Sem a GCM não há como localizar o plantonista, que seria o funcionário indicado por, fora do horário comercial, elaborar o parecer que atestaria se a família que pleiteia o funeral gratuito é ou não pobre. A funcionária, no entanto, só não soube explicar como as funerárias e as famílias poderiam ligar para a Defesa Civil ou para a Guarda se não sabem que o serviço existe. “Não sabem porque o serviço de plantão social serve para toda e qualquer emergência e não apenas para os casos de atestado para sepultamentos”, disse. Ela também não teve explicações para exemplos como o de Marilena Soares, morta após o horário de funcionamento da Prefeitura. “Não sei como se resolveria”, disse ela. Fabiana disse que desconhecia o caráter gratuito do atendimento para pessoas comprovadamente carentes ou para os indigentes. No que considerava uma “novidade”, disse que sempre elaborou os atestados de pobreza enviando-os à Secretaria de Finanças, responsável pela liberação das verbas necessárias ao pagamento dos enterros, extraídas do Fundo de Amparo Social. Ainda de acordo com ela, todos os casos que chegaram anteriormente à secretaria foram atendidos. (PG)

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