Escola nas costas


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A garota Maria Luíza Von Blucher, 10, com sua mochila: 4,2 quilos
A garota Maria Luíza Von Blucher, 10, com sua mochila: 4,2 quilos
Nelise Luques da Redação Quarta-feira. Mais um dia de aula. Maria Luíza de Oliveira Von Blucher, 10, como faz durante cinco dias da semana desde os seis anos de idade, organizou os materiais na mochila que ganhou da madrinha, levou para a Escola Toulouse Lautrec 4,2 quilos de objetos escolares, divididos em quatro repartições. A lista é enorme: uma agenda espiral, três cadernos espirais com 96 folhas para as aulas de Português, História e Geografia, quatro pastas, sendo uma de grampo para Educação Física, uma de elástico e uma com plásticos para História e outra de grampo para Português, régua de acrílico de 30 cm. Há também dois estojos - um para guardar tesoura, seis lápis de escrever, duas lapiseiras, duas canetas, duas canetinhas, um compasso, apontador, borracha, e o outro com 37 canetas gel coloridas -, além de trabalhos, envelopes, bilhetes da escola, o lanche e uma garrafa de 500 ml de água. Por incrível que pareça, esse foi o dia em que a mochila dela ficou mais leve. “Trago mais coisas para as outras aulas”, disse ela, que cursa a 5ª série. Malu, como é chamada, precisa carregar o peso da mochila nas costas da sua casa para o ponto de ônibus, do ponto para a escola, da entrada para a sala de aula duas vezes ao dia. Para quem é magra (pesa 31 quilos e mede 1,45 metro), é inevitável não sentir dores na coluna depois de carregar 4,2 quilos, quase o peso de um saco de arroz ou o equivalente a quatro pacotes de açúcar refinado de um quilo cada mais duzentos gramas. “Todos os dias tenho dores nas costas, na parte do meio. Acho que é por causa da mochila. Prefiro usar carrinho, mas não tenho”. Na casa da estudante, a preocupação em verificar o que os filhos levam na bolsa. Pouco efeito. “Sempre peço para deixarem na escola os livros desnecessários em casa. Para não pesar tanto nas costas, eles costumam carregar alguns livros nas mãos.”, disse a professora Mariângela Couto Rosa de Oliveira, mãe de Malu e Pedro, 8. Os especialistas recomendam atenção e alertam os pais a monitorarem o que os filhos levam para a sala de aula (leia texto nesta página).

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