O pedido de exoneração do coronel Marco Régis Cordeiro ocorre exatamente dois meses após o episódio que gerou um escândalo envolvendo sua administração frente à Divisão de Segurança Municipal de Franca, que controla a Guarda Civil. No dia 8 de janeiro, Régis teria utilizado dois guardas civis para trabalho de policiamento em sua chácara, no condomínio Quinta do Bosque, na Rodovia João Traficante, onde ocorria uma festa particular para 80 pessoas.
Uma sindicância da prefeitura foi aberta para apurar o caso. O coronel Régis admitiu em entrevistas à rádio Difusora e ao jornal Comércio da Franca ter usado os serviços da Guarda. Segundo ele, como o local é “perigoso”, ele solicitou, “como um simples cidadão”, a presença dos guardas. Em um dia com efetivo de 16 homens, dois fizeram o serviço
O episódio abriu uma crise na Administração municipal. O chefe de Gabinete, José Paschoal Ribeiro, classificou a atitude de Régis de “infantil” e sugeriu que “a população deveria mesmo ficar indignada”.
O Ministério Público abriu inquérito para apurar a questão. O então chefe da Divisão de Segurança Municipal de Franca, coronel Marco Régis Cordeiro, pediu afastamento do cargo. Acabou tomando uma atitude que a prefeitura deveria ter aplicado de imediato, tão logo a Imprensa divulgou os fatos. Ontem, com dois meses de atraso, a prefeitura confirmou sua exoneração.
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