Não há como dissociar o Dia Internacional da Mulher de uma data particularmente trágica. Em meados dos século dezenove, mulheres eram submetidas a jornadas diárias de trabalho superiores a 12 horas, além de espancamentos e, muitas vezes, violência sexual.
Em 8 de março de 1857, tecelãs de uma fábrica de Nova Iorque decidiram parar de trabalhar exigindo turnos de, no máximo, dez horas. A primeira greve realizada por mulheres nos Estados Unidos foi reprimida com violência pela polícia, que, com a ajuda dos donos da indústria Cotton, prenderam 129 tecelãs dentro da fábrica, ateando fogo em seguida. Todas morreram carbonizadas. Em 1975, a Assembléia Geral das Nações Unidas decretou 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
Pelo mundo todo, apesar de avanços significativos, como no Brasil, um dos primeiros países a reconhecer o direito ao voto feminino, em 1934, pelo presidente Getúlio V argas, a condição da mulher frente ao domínio masculino requer luta e vigilância.
Um dos piores exemplos vem da África subsaariana e do Oriente Médio, onde perto de três milhões de meninas são submetidas à mutilação genital. Sob o pretexto tomado pelas famílias de que o ritual ancestral aumenta a beleza adulta, proporciona bons casamentos e gera filhos saudáveis, crianças morrem por infecção, hemorragias ou ficam estéreis. (PG)
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