Como vencer um vício de 30 anos


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Kássia Aparecida Leandro: um dia de cada vez
Kássia Aparecida Leandro: um dia de cada vez
O atual livro de cabeceira da coordenadora da casa de triagem da Amafem (Associação Mão Amiga de Amparo Feminino), em Franca, Kássia Aparecida Leandro, 43, fala da busca do amor, mas pelo título, Encontros, Desencontros e Reencontros poderia ser, sem maiores problemas, sua própria biografia. Divorciada e mãe de dois filhos, ela viu sua vida desmoronar e quase morreu ao ficar um mês em coma alcoólico na Santa Casa de Franca. Atualmente recuperada do vício que durou 30 anos, trava uma luta diária para não recair. Ao mesmo tempo, faz palestras e pregações pelo Brasil com base em seu testemunho de vida. Filha de militar, Kássia perdeu a mãe aos 10 anos, estudou em colégio de freiras, mas atraída por um mundo desconhecido começou a beber aos 12 anos e só parou há três anos e três meses, depois de passar por uma fazenda de recuperação na qual ficou por 270 dias. Ela chegou a abandonar tudo pelo álcool e caiu em depressão após a morte do pai e o abandono do marido. “Ele não soube me amar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença”. Para quem pesou menos de 40 quilos, ficou debilitada, perdeu todos os dentes e o cabelo, recomeçar significa mais do que nascer de novo. “Sou digna de comemorar o Dia Internacional da Mulher, pois superação foi uma palavra de ordem na minha vida. Hoje, sou uma mulher vencedora que soube reconhecer seus erros e vencer suas fraquezas”, disse. E continua: “A Kássia sofredora morreu para dar lugar a uma nova mulher. Tenho limitações, mas com humildade e amor à vida digo não ao vício e levanto a cabeça para seguir em frente. Sóbria e feliz”.(MF)

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