Polícia acha celulares, drogas e facas nas celas


| Tempo de leitura: 2 min
Integrantes da Tropa de Choque da Polícia Militar ocupam presídio do Jardim Guanabara durante a manhã de ontem. Com o apoio de cães do Canil de Ribeirão Preto, policiais fizeram operação pente-fino e revist
Integrantes da Tropa de Choque da Polícia Militar ocupam presídio do Jardim Guanabara durante a manhã de ontem. Com o apoio de cães do Canil de Ribeirão Preto, policiais fizeram operação pente-fino e revist
Edson Arantes da Redação A polícia de Franca invadiu ontem a cadeia do Jardim Guanabara e revistou minuciosamente todas as celas em busca de produtos ilícitos. A operação “pente-fino” contou com a participação de 100 homens, incluindo a Tropa de Choque da PM, além de seis cães do Canil de Ribeirão Preto. Durante as cinco horas de varredura, foram apreendidos telefones celulares, drogas e equipamentos a serem usados em eventuais fugas ou rebeliões. Há vários dias, os policiais receberam denúncias de que existiriam armas dentro da cadeia e que os presos pretendiam realizar uma fuga em massa. Como também é pública e notória a existência de celulares nas celas, os comandos das Polícias Civil e Militar se reuniram e decidiram fazer uma faxina geral no presídio. Eram 7h30 quando a Tropa de Choque ocupou o pátio do cadeião dando cobertura para os policiais civis revistarem as celas. Ao contrário das vezes anteriores, a imprensa foi impedida de acompanhar a revista. Do lado de fora, foi possível ouvir o estrondo de bombas e disparos de armas. Com a confusão instalada, um cão da PM acabou mordendo o braço de um sargento. Aos poucos, os presos foram retirados das celas e levados pelados para o pátio. Já passava de 12h30 quando as buscas foram encerradas. Se existiam armas de fogo nas celas, elas não foram encontradas, mas a polícia apreendeu 14 telefones celulares, várias porções de maconha e crack, 14 chuchos (facas artesanais), brocas usadas para abrir buracos nas paredes e uma “tereza” (corda feita de pano e usada para chegaram ao teto em tentativas de fugas). Os presos se revoltaram com a ação. Como protesto, à tarde, bateram constantemente nas grades. Do lado de fora, familiares também reclamaram. “Realizamos nosso serviço dentro da normalidade. Não houve qualquer tipo de problema. O presídio está superlotado e as revistas são feitas para evitar problemas futuros”, disse o delegado Alan Bazalha Lopes, diretor da unidade prisional.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários