O tormento dos buracos não é o único vilão na vida de Valmir Martins Gouveia. Acostumado a tratar o lixo com seriedade, pois sua vida depende dos materiais recicláveis que junta dia após dia para vender, foi justamente a falta de limpeza que causou um pequeno transtorno na rua da sua residência. Durante a chuva da noite de segunda-feira, ele viu o bueiro da via transbordar e a água ficar a um fio da entrada de sua casa. A possibilidade de tê-la encharcada o obrigou a deixar de esperar a solução do poder público. Resolveu botar a mão na massa. Ontem, após as chuvas cessarem, Valmir pegou pá e enxada e desentupiu o bueiro. “Não deu para esperar”, disse.
Apreensivo também ficou o catador de papel Valmir Martins. O acúmulo de água na Rua Cláudio Silveira o fez pensar em perder seus poucos pertences. Ontem, ele tirou uma carriola de terra e entulho do bueiro em frente à sua casa. “Não dá para esperar que a prefeitura venha limpar. Isso nunca aconteceria. Nem mesmo garis passam por aqui efetuando varrição”, disse.
Cerca de 30 minutos de chuva, anteontem, bastaram para causar transtornos em alguns pontos da cidade. Parque do Horto, Jardim Cambuí, City Petrópolis, por exemplo, ficaram sem luz por algumas horas. O motivo, segundo a CPFL, foi a queda de galhos de árvores na rede elétrica. Funcionários do Pronto-Socorro “Doutor Janjão”, NGA e Pronto-Socorro Infantil também ficaram apreensivos por causa do Córrego dos Bagres. Na última experiência que tiveram com uma tempestade, eles viram as águas transbordarem e alagarem parte dos ambientes.
O setor de Serviços da prefeitura foi procurado, mas ninguém foi encontrado até as 17 horas, quando esta matéria foi finalizada.
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