Rifaina registra 16 casos de dengue


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A dona de casa Maria das Graças de Souza,  mesmo com o quintal cheio de garrafas pet, garante que mantém todas fechadas para não acumular água parada, ambiente propício para o mosquito da dengue
A dona de casa Maria das Graças de Souza, mesmo com o quintal cheio de garrafas pet, garante que mantém todas fechadas para não acumular água parada, ambiente propício para o mosquito da dengue
Patrícia Paim da Redação O município de Rifaina ampliou a lista das cidades onde o mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti) anda fazendo vítimas. A Secretaria de Saúde de Rifaina contabilizou, no fim de fevereiro, 16 casos de dengue. O número preocupa e pode aumentar nos próximos dias. O secretário de Saúde do município, Danilo Cordeiro de Araújo, disse que existem 12 casos sob suspeita e com chances de serem positivos. A prefeitura começou a trabalhar para evitar a proliferação do mosquito. O prefeito, Hugo César Lourenço (PMDB), determinou que fosse montada uma equipe com oito pessoas para percorrer toda a cidade. Além de orientar a população, os agentes também fazem um arrastão para retirar dos quintais os objetos que servem de criadouros para o mosquito. A Sucen (Superintendência de Controles de Edemias) está ajudando. De acordo com Danilo Cordeiro, os maiores problemas são os lotes vagos e os ranchos que passam dias fechados. As autoridades alertam que o sucesso da operação depende da colaboração da população. A dona de casa Ana Isilda Monteiro Pinhal foi contaminada pela dengue e diz que aprendeu a lição. “Me desfiz até mesmo das plantas que mantinha em casa para evitar os pratinhos com água parada, pois é nesse local que o mosquito se reproduz. Não quero saber de dengue. Fiquei quase 15 dias de cama. Tinha febre, dor no corpo e a minha pele ficou cheia de manchas vermelhas”, disse ela. Quem também está cheia de cuidados é a dona de casa Maria das Graças de Souza. Sua família recolhe garrafas pet, ferro e papelão para vender para reciclagem e por isso o quintal dela fica cheia de entulhos. Local propício para acúmulo de água da chuva e conseqüente reprodução do mosquito. “Mesmo com tanta coisa no meu quintal tenho o cuidado de manter tudo fechado”, garantiu.

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