Desinteresse gera primeira crise da ‘Era Mambrini’


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Cadeiras vazias deram o tom ontem na Câmara: Mambrini se irritou com o pouco envolvimento dos colegas
Cadeiras vazias deram o tom ontem na Câmara: Mambrini se irritou com o pouco envolvimento dos colegas
Wildnei Teodoro da Redação Uma sessão com pauta pouco movimentada causou, ontem, a primeira crise administrativa da era Mambrini na Câmara Municipal de Franca. O adiamento de um projeto de sua autoria que cria o “Alô Câmara”, um canal gratuito de comunicação da população com os vereadores por meio de ligações telefônicas gratuitas, e o comportamento dos membros da Casa durante a reunião provocaram irritação no presidente e acusações por parte de alguns vereadores. O desinteresse pelas discussões e a ausência de muitos dos vereadores depertaram irritação no presidente da Câmara Marcelo Mambrini (PMN). Após o vereador Gilson Pelizaro (PT) solicitar, na tribuna, atenção dos colegas ao seu pronunciamento, Mambrini intercedeu e ameaçou suspender os trabalhos da sessão em razão da desordem geral. Na seqüência de seu pronunciamento, Pelizaro pediu o adiamento, por uma sessão, da votação do projeto “Alô Câmara”. A intenção do petista é gravar as ligações e disponibilizar possíveis denúncias feitas por meio do serviço a qualquer vereador. Insatisfeito com a aprovação do pedido de adiamento, o presidente fez gestos que insinuavaram ‘dor de cotovelo’ por parte de seus colegas em relação ao projeto. “Não havia razão para adiamento. A proposta está escrita de maneira correta”, disse Mambrini. A crítica veio da própria base governista. À reportagem, o ex-presidente da Câmara Municipal, Luiz Carlos Fernandes (PDT), comentou a atitude. “Não pode. Ser presidente da Câmara exige uma postura. E é a partir daí que se pode dizer se existe ou não existe respeito por parte de todos”. O presidente da Casa se defendeu e fez menção ao desinteresse dos colegas durante as sessões. “Tenho tentado conduzir a sessão com responsabilidade, mas há falta de atenção e de seriedade de alguns vereadores.” Mambrini usou o termo “bagunça” para qualificar algumas reuniões da Casa. “Meu trabalho como presidente tem sido feito com dedicação para que não fique a impressão de bagunça na Câmara”. Alguns vereadores atribuíram a falta de atenção generalizada na sessão de ontem à pauta fraca da reunião. Graciela Ambrósio (PDT) classificou a reunião como “atípica” e Rui Engrácia (PSDB) afirmou que “os assuntos em pauta não eram muito interessantes”. Mambrini discorda. “A partir do momento em que os projetos vão para votação, exige-se a atenção de cada vereador”.

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