Pintor recebe descarga elétrica durante serviço


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O pintor Adevando de Souza é socorrido após ser eletrocutado durante o trabalho, ontem, em um cômodo existente na Avenida Dr. Hélio Palermo: queimaduras
O pintor Adevando de Souza é socorrido após ser eletrocutado durante o trabalho, ontem, em um cômodo existente na Avenida Dr. Hélio Palermo: queimaduras
O pintor Adevando Luís de Souza, 33, recebeu uma descarga elétrica, na manhã de ontem, enquanto pintava a parede de um sobrado, e sofreu queimaduras de 2º e 3º graus nas mãos e nos pés. O prédio está sendo reformado e fica na confluência da Avenida Doutor Hélio Palermo com a Rua Geraldo Furini. A ferramenta usada pelo pintor atingiu a rede elétrica de alta tensão (13 mil volts) da CPFL. Como a parede é alta, a vítima usava um rolo de pintura grande e trabalhava em cima do telhado junto com ajudantes e pedreiros. Após receber o choque, ele caiu sobre o telhado e o calheiro Aílton Levi Robin, 43, foi o primeiro a socorrê-lo. “Deu um clarão e fez um barulho alto, parecendo que tinha estourado os fios de eletricidade”, comentou. Ele trabalhava perto da vítima. Adevando gritava pela filha e apresenta queimaduras, aparentemente graves nas mãos, segundo Robin. “Liguei para o Corpo de Bombeiros e fiquei conversando com ele para tentar tranquilizá-lo”. Os bombeiros precisaram de um caminhão-bomba que possui escada para levar os soldados até o teto do barracão. Por causa dos ferimentos, a vítima precisou descer até o chão deitada em uma maca improvisada feita com cordas. “A gente tem que ter o máximo de atenção possível. Na minha profissão também corremos esse risco, passamos perto de fios de alta tensão”, comentou o calheiro. Ele disse que nunca sofreu um acidente de trabalho. O pintor deu entrada na Santa Casa e ficará internado para cuidar das queimaduras. “Depois da cena que vi dele caído, machucado, só de lembrar tenho bambeza nas pernas”, disse o calheiro. Outro profissional voltou ao telhado do barracão para terminar o serviço ainda na tarde de ontem.

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