Antes do início da prova, os candidatos se aglomeravam diante dos murais para conferir as salas onde fariam as provas. Uns conversavam entre si, procurando se tranqüilizar, enquanto outros folheavam o jornal Comércio da Franca para conferir a lista de aprovados no concurso da prefeitura, realizado há quase um mês.
Assim era o ambiente na entrada da Uni-Facef (Centro Universitário de Franca) no domingo, quando ocorreu a prova para o preenchimento de 57 vagas em 22 diferentes cargos na Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca). Hoje, o Comércio publica o gabarito das provas em seu Caderno de Classificados.
A babá Santusa da Silva, 49, concorreu à vaga de escriturária, função mais disputada do concurso, com 804 inscritos para dez vagas. Era mais uma maratona por um emprego fixo que ela enfrentava em menos de 30 dias. Mesmo confiante em um bom desempenho na Emdef, Santusa lamentava o 65º lugar obtido para ajudante geral no concurso da prefeitura. “Acertei a prova toda, mas, por idade, não fiquei entre as primeiras”, diz.
O que aumenta suas esperanças é o fato de a disputa por uma vaga na Emdef não ser tão concorrida quanto na prefeitura, embora o regulamento seja praticamente o mesmo, uma vez que a realização também coube ao Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal). Foram 1.389 inscritos, mas 103 deixaram de comparecer ao Uni-Facef no domingo: índice de abstenção em 7,4%. Os cargos de operadores registraram menor procura. Para operadores de pá-carregadeira e de trator-esteira, o número de candidatos foi o mesmo correspondente às vagas oferecidas: dois e três, respectivamente. Para espargidor, por exemplo, não chegou a haver inscrição para a única vaga oferecida. Conseqüentemente, não houve prova.
Após o exame, indagado ser ela foi mais difícil do que a da Prefeitura, vários candidatos afirmaram que sim. “Esperava uma prova mais simples, mas as questões de matemática e português estavam bem equilibradas”, disse o sapateiro Cirineu Antonio Carlos, que concorreu à vaga de motorista.
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