“Rotavírus”. As mães de bebês e crianças devem saber bem do que se trata, mas não com este nome. Dos médicos elas ouvem falar “é virose” e dividem a incerteza sobre os métodos adotados pelo doutor com centenas de outras mães que vêm suas crianças com diarréia severa ou vômitos intermitentes. Pois o diagnóstico lacônico “é virose” ganha nome e combate efetivo. Desde ontem, estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde de Franca e região as doses da vacina contra rotavírus, o principal vilão desta história. A dose é gratuita e é ministrada em gotas para crianças.
A nova vacina que entra agora no cotidiano do brasileiro faz parte de uma ação do governo federal para evitar ou pelo menos reduzir o número de óbitos por doenças diarréicas agudas - que hoje é de 850 por ano - em crianças. A redução deverá corresponder a 34% do total de mortes que ocorrem em menores de cinco anos de idade. Outro impacto esperado pelo órgão da Saúde de Franca é a redução de até 42% das internações por gastroenterite infecciosa na mesma faixa etária. “Grosso modo, isso significa que poderemos ter mais vagas disponíveis nas unidades de pronto-atendimento”, disse Alexandre Ferreira chefe da Divisão de Vigilâncias em Saúde.
DOSE E IDADE
A primeira dose da vacina deverá ser tomada por crianças com 2 meses de idade e no máximo 3 meses e 7 dias. A segunda dose deve ser tomada até os 5 meses e 15 dias. Para ficarem imunes à doença é preciso que as crianças tomem duas doses. De acordo com a Secretaria da Saúde, é preciso respeitar um espaço de um mês entre cada dose. Cada criança receberá 1 ml de imunizante.
O rotavírus provoca diarréia em crianças abaixo de 1 ano de idade principalmente no período do inverno. A incorporação da vacina contra rotavírus ao calendário básico de vacinação da criança representa um significativo avanço para a saúde, uma vez que o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer esta vacina na rede pública. Na rede privada a vacina já existe e é vendida por cerca de R$ 200.
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