Novo campus já se tornou uma lenda


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O simples anúncio da construção do campus da Unesp já não satisfaz mais a opinião pública de Franca, sobretudo a comunidade acadêmica da cidade. Há pouco mais de três semanas, o reitor Marcos Macari disse que as licitações dos campi de Franca, Rio Claro e São Paulo estavam prontas para serem abertas, conforme havia anunciado o deputado estadual Gilson de Souza (PFL), dependendo apenas da votação do orçamento estadual pela Assembléia Legislativa, peça que incluía as verbas para a universidade. Votado na semana anterior ao Carnaval, o orçamento do Estado ainda não foi sancionado pelo governador Geraldo Alckmin, o que, segundo sua Assessoria de Imprensa, acontecerá até sexta-feira, com publicação na edição de sábado do Diário Oficial. Ontem de manhã, outra assessoria, desta vez a de Comunicação da Unesp, em São Paulo, voltou a afirmar que assim que o orçamento for publicado oficialmente (deveria ter sido em dezembro), a licitação de Franca será aberta, o que poderá colocar fim à embromação pública na qual a obra se transformou e que já dura quase duas décadas. Um esboço de construção foi abortado no início de 2005, quando o edital para construção do complexo foi cancelado pelo atual reitor, que acabara de assumir o cargo.

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