DISCORDÂNCIA


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Discordo da opinião do leitor José Ronaldo Carrijo a respeito daquilo que ele chamou de “manchetes com duplo sentido” (Opinião do Leitor, Comércio da Franca, 3/3/2006, página A-2). Entendo que a referida expressão foi democrática, porém, de fundo contestável. Acredito que a maioria dos cidadãos avaliou a situação criada pela Prefeitura de Franca em torno do concurso público como ineficiente. É preciso respeitar a maciça opinião pública que refuta as técnicas e métodos aplicados no concurso público e que acabou gerando as manchetes das edições de 25 (“Concurso da Prefeitura tem 52 questões alteradas”), 26/27 (“Candidatos prejudicados têm até quinta para entrar com recurso”) e 28 de fevereiro (“Lista de aprovados sai no próximo domingo”). O Comércio da Franca tão-somente repercute um clamor que espera respostas, e não defensores bem próximos daqueles que tentam imprimir suposta e convincente “transparência, competência e veracidade” nas mentes de milhares de concursandos que sonham com um emprego público, onde ninguém que prestou a prova pede emprego, mas faz por merecê-lo por seus méritos. Ricardo Veríssimo Júnior é servidor público e membro do Conselho de Leitores do Comércio da Franca

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