A advogada Thereza Ricci, que defende Célio Ernande Pereira,o suposto “Tarado da Unesp”, tentará obter na Justiça de Franca a autorização para um exame que permita comparar o material genético encontrado em um lençol e que condenou o professor de dança, com o sangue de Evanildo Domingos. O lençol em que estava o material de Celinho está apreendido na Polícia Técnica, em São Paulo. Nesta segunda-feira, ela encontrará o juiz que deu o veredicto contra seu cliente, Luciano Franchi Lemos, para pedir novo exame de DNA. O mesmo pedido foi feito ao delegado Wanir José da Silveira Júnior, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e que presidiu os inquéritos dos casos. “Agora o caso está na Justiça, por isso não tenho como intervir”, explicou o delegado da DIG.
Thereza Ricci já recorreu aoTribunal de Justiça contra a pena de 26 anos dada a Celinho. A prova que ajudou a polícia a levar Pereira para a cadeia tem o resultado contestado pela advogada.
Segundo ela, houve algum erro, mas prefere não acusar nenhum setor da polícia ou da Justiça. Celinho também nega os crimes.
O professor de dança Célio Pereira, em fevereiro do ano passado, foi preso sob suspeita de ter cometido diversos crimes sexuais ao longo de quatro anos e o caso ficou conhecido como ataques do “Tarado da Unesp”, porque a maioria das vítimas estudava naquela universidade. Apesar de Celinho estar preso, outros estupros aconteceram em 2005 e a polícia chegou, então, a Evanildo Domingos. A ele foram atribuídos crimes nos quais o suspeito escalava paredes. Por isso, ao maníaco foi dado o nome de “Homem-aranha”. Em depoimento, ele confessou os ataques em série, incluindo o que condenou Celinho.
Contra o professor de dança ainda tramitam outros três processos. “Quero Justiça. Esse rapaz que está preso (Célio Pereira) é inocente”, afirmou Thereza. Evanildo Domingos está preso em um CDP (Centro de Detenção Provisória) da região aguardando julgamento de quatro processos já relatados à Justiça.
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